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4 dicas de ouro para começar a vender marmita congelada

Estudo feito pelo Sebrae-SP com 400 empresários do segmento de Alimentação Fora do Lar revela que 47% pretendem implementar novos serviços ainda neste ano para fugir da crise. Entre as soluções estão: diversificação de cardápio, oferecer produtos mais saudáveis e venda de marmitex. Um caminho para atender a essas três frentes, e que tem ganhado o público em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, é a marmita congelada. Representação de lucro, já que normalmente é adquirido em pequenos lotes, esse produto precisa de cuidado especial para atender uma clientela exigente.

Acompanhe 4 passos para começar esse negócio que une a conveniência e praticidade a saudabilidade com o pé direito.

1 – Faça um plano de negócio, mesmo que você já trabalhe com alimentação

Esse documento precisa contemplar o detalhamento e o conceito da proposta que se pretende. Consultora do Sebrae-SP, Simone Ribeiro Haduo adverte que mesmo que se tenha experiência do mercado de alimentação fora do lar, é importante deixar tudo registrado, pois o público que procura a opção congelada é exigente no quesito de segurança daquilo que é adquirido e, principalmente, na garantia das propriedades organolépticas (sabor, textura, odor e cor). “É um perfil de consumidor que superou o preconceito de comida congelada, mas não abre mão da qualidade do que adquire.”

2 – Aposte na venda de pacotes para público específico

Anúncios de pacotes semanais de pequenas porções congeladas para solteiros e de marmitas saudáveis para o público fitness são facilmente encontrados na internet e apontam a necessidade de direcionamento estratégico de marketing para posicionamento no mercado. Lembre-se que cada cliente tem uma rotina de compra definida de acordo com necessidade. Alguns optam pelas dietas de controle de peso por situações patológicas ou pela manutenção do peso.  Jovens e solteiros pela falta de tempo ou habilidade de preparar o seu alimento. “Temos um público que cresce a cada ano e procura o máximo de conveniência como a entrega diária ou semanal a domicílio”, afirma Simone.

3 – Tenha estrutura apropriada

Possivelmente, tenha passado pela sua cabeça a possibilidade de adaptar a estrutura da marmitex quente para ter mais esse braço de venda. Certo? Bom, saiba que isso pode ser feito, mas precisa de atenção. De acordo com a especialista, o cardápio selecionado determina o formato da estrutura, então, leve em conta a variedade de produtos a serem oferecidos, o volume de produção estabelecido para a venda e o nicho de mercado. “Se o cardápio for para o público celíaco e com intolerâncias alimentares, não poderá ser utilizada a mesma estrutura de quem já atua na área de marmitas convencionais em função dos traços que ficarão nos equipamentos e utensílios.” A linha de produção básica depende de depósito de matéria-prima e câmara fria para estocagem adequados à portaria CVS 5 da Vigilância Sanitária e à resolução de boas práticas na alimentação RCD 216 da ANVISA.

4 – Busque conhecimento técnico

Para elaborar o cardápio é preciso ter um bom conhecimento sobre alimentos congelados para não perder dinheiro com a perda de matéria-prima. Isso porque algumas não resistem à ação do frio e têm o sabor, textura e propriedades nutricionais alterados. Além disso, o processo de congelamento diminui os riscos de contaminação e deterioração, porém tem de ser feito corretamente para que o descongelamento ocorra sem perda de líquidos e mantendo a qualidade dos produtos. Para finalizar, procure conhecer um pouco sobre embalagem, rotulagem e entrega por meio de veículos refrigerados, pois são fatores que servem de base para manter o negócio aberto.

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