Gestão

Confira como adaptar sua estrutura para atender bem os idosos

A primeira área que todo gestor de restaurantes deve se preocupar no atendimento aos idosos é promover mudanças na estrutura física do restaurante. Isso fará com que se sintam a vontade no estabelecimento, além, é claro, de receber um atendimento adequado.

Existem várias recomendações voltadas para pessoas com mobilidade reduzida que também são extremamente úteis para o público da terceira idade, de acordo com a professora de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, Maria Henriqueta Gimenes Minasse.

A substituição de alguns degraus por rampas, principalmente na área interna, o uso de corrimões dos dois lados quando houver escada, o uso de piso antiderrapante ou faixas antiderrapantes em locais críticos e a instalação de barras de apoio em sanitários são alguns dos exemplos de alterações comuns que já fazem muita diferença”, indica.

Além disso, medidas simples como cadeiras confortáveis com bom apoio para as costas, além da disponibilidade de algumas cadeiras com apoio de braço (para auxiliar a pessoa a se levantar) e mesas que aceitem cadeiras de rodas de forma confortável são atitudes que fazem grande diferença.

Por fim, mesmo que o restaurante seja dedicado a oferecer um clima mais intimista ao cliente, garantir boa iluminação de áreas de acesso e toaletes também é fundamental para os idosos.

Uma última iniciativa, pouco comum no Brasil, mas que pode fazer toda a diferença é a inclusão de uma campainha de emergência nos toaletes com comunicação direta com a área do caixa, garantindo rápido atendimento em caso de necessidade”, lembra a professora.

Adequações na identidade visual do restaurante também são interessantes

Com o avançar da idade, a capacidade de visão do idoso tende a diminuir gradativamente. Dessa forma, a casa pode oferecer cópias dos cardápios com letras maiores, assim, caso o garçom sinta que o idoso está com dificuldade em ler o cardápio convencional, ele deve prontamente oferecer esse menu adaptado.

“Como a impressão de cardápios gera custos, a casa pode providenciar poucas cópias com letras maiores, indicando aos clientes que existe esta opção.”

Da mesma forma, nos restaurantes de buffet e self-service, o ideal é ter plaquinhas indicadoras dos pratos escritas em uma fonte maior, bem legível.

Em fast foods também podem ser oferecidas filas específicas para a terceira idade, além de letreiros relativamente maiores. Mas é importante não exagerar nessa acessibilidade, pois os idosos podem sentir-se inferiorizados.

Outra coisa que todo restaurante esquece é na hora de o idoso pagar a conta. Para jovens, ler aqueles números minúsculos na conta já é um sacrifício, imagine para um senhor de 60, 70 anos? Por isso, fazer leves adequações no papelzinho da conta são atitudes simples que facilitam a leitura e correto pagamento.

Por fim, as receitas

Hoje já há boa demanda do público em geral (incluindo a terceira idade) por pratos que sejam mais saudáveis, apresentando menor índice de sódio, sendo mais leves e menos calóricos. “Há também um número cada vez maior de pessoas demandando pratos diet, sem glúten e sem lactose”, explica a professora.

Assim, ela sugere que, sem perder a sua identidade, o ideal é o restaurante incluir em seu cardápio opções que atendam diferentes necessidades nutricionais, independentemente da faixa etária dos frequentadores. “O público da terceira idade com certeza também irá se beneficiar com estas inclusões.

Essas dicas sobre o atendimento da “melhor idade” foram úteis para você? Então as compartilhe com seus amigos!

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