Inovação, Sorvetes

Indústria de sorvetes premium aposta em inovação e evolui no Brasil

A indústria nacional de sorvetes encontrou um importante aliado para combater a retração de consumo e dinamizar sua evolução: os produtos premium. Lançamentos nesse nicho já invadiram o mercado nos últimos anos. E a aposta é de que eles se consolidem ainda mais no gosto do brasileiro.

Em 2015, segundo dados da ABIS (Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes), o consumo nacional de sorvetes ficou em 1146 milhões de litros – em 2014, esse número foi ligeiramente maior, de 1305 milhões de litros. Apesar da redução, é justamente a aposta nesse segmento que mantém a indústria confiante para os próximos anos.

A ABIS esclarece que já existe uma grande procura por sorvetes premium no Brasil. “Aliado à inovação tecnológica e à redução de custos, lançamentos nesse segmento devem ser a grande aposta do mercado para enfrentar o período de recessão econômica e trazer ao consumidor brasileiro um amplo leque de produtos atraentes e diferenciados, com novas cores e sabores”, projeta o presidente da entidade, Eduardo Weisberg.

Mas, para que esse mercado continue se desenvolvendo no País, Weisberg alerta que a indústria precisa constantemente trabalhar a inovação, buscando sempre novas tecnologias e, consequentemente, a melhoria de qualidade dos produtos. “A indústria deve ter em mente a necessidade e a oportunidade de inovar, observando que o mercado brasileiro tem um grande potencial para o crescimento neste nicho, uma vez que os consumidores estão conhecendo cada vez mais e despertando o interesse por sorvetes diferenciados”, avalia.

Para que isto seja possível, Weisberg considera que a inovação tecnológica é primordial, buscando novas técnicas de produção e processos para garantir a qualidade e a sustentabilidade do negócio. Outro desafio importante é mudar alguns conceitos antigos. O sorvete precisa ser reconhecido como o que realmente é: um produto nutritivo e passível de ser consumido em qualquer período do ano. “Um fator primordial é atuar em prol da mudança cultural para o reconhecimento do sorvete como um alimento, com valor nutritivo e que pode ser consumido o ano todo, independentemente do clima”, completa.

 

 

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