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Gestão

Trilha sonora ajuda a induzir o consumo em bares e restaurantes

Você sabia que a música, quando utilizada de forma correta e estratégica, pode induzir as pessoas a consumirem mais? O uso de trilhas sonoras em restaurantes e bares não é algo novo, mas só nos últimos anos tem sido alvo de estratégias e estudos mais elaborados.

Hoje vamos ver quais são os benefícios do uso de trilhas sonoras em estabelecimentos de alimentação fora do lar segundo as pesquisas mais recentes e, principalmente, como você pode aplicá-las para vender mais.

Benefícios da trilha sonora em estabelecimentos

O uso de trilhas sonoras para moldar o comportamento de consumidores é conhecido como sound branding. As técnicas podem variar bastante de acordo com os objetivos e público de cada negócio, mas tendo as centenas de exemplos de sucesso que temos no mercado, é seguro afirmar que qualquer tipo de estabelecimento comercial pode aplicar o sound branding e colher seus benefícios.

Quais benefícios são esses?

  • Redução da poluição sonora de estabelecimentos localizados em áreas movimentadas como grandes avenidas, shopping centers e feiras;

  • Personalizar o ambiente com a proposta da marca e/ou estabelecimento;

  • Estimular a compra por impulso ou deixar o consumidor mais calmo, a depender do objetivo de cada negócio.

Em outras palavras, o uso de trilhas sonoras específicas (sound branding) permite que o comportamento do consumidor, dentro do estabelecimento, seja moldado de acordo com os objetivos da empresa.

Como explica Lucas Mastefield, sócio e diretor de conteúdo da DMC Media:

Sendo um profissional da área de Rádio Indoor e Music Branding há 7 anos, tenho absoluta certeza de que quando tocamos a trilha certa num restaurante (ou qualquer outro estabelecimento comercial), além de tornar o ambiente mais agradável, há um aumento considerável nas vendas, quer seja para aquele cliente que sentindo-se bem no estabelecimento permanece mais tempo nele e consequentemente consome mais; quer seja para aquele estabelecimento que precisa ‘girar’ as mesas para atender mais pessoas em menos tempo e desta forma faturar mais também.

Em ambos os casos, primeiramente, para haver o efeito desejado e maior faturamento, é necessário um estudo mais aprofundado sobre o estabelecimento para qual será criada a trilha para que as músicas que compuseram a playlist reflitam a identidade sonora do restaurante e alcancem o objetivo desejado pelo cliente. Por exemplo: músicas mais rápidas e com uma energia mais alta contribuem para que os clientes não permaneçam muito tempo nas mesas; ao passo que músicas mais calmas e com a energia certa para o ambiente contribuem para uma maior permanência dos clientes no restaurante.

No contexto de alimentação fora do lar, a empresa pode usar a trilha sonora para incentivar as pessoas a consumirem vinhos franceses ou italianos, pedir a sobremesa, dar uma gorjeta mais generosa ou até mesmo, se for o caso, comunicar que está na hora de ir para casa.

Como escolher a trilha sonora?

A escolha vai depender exclusivamente do seu objetivo.

1 – Incentivar conforto e tranquilidade

A música deve ser calma, com volume controlado. O estilo da trilha sonora vai depender do público que frequenta o restaurante mas, na dúvida, sempre tocar MPB ou jazz.

2 – Incentivar a conversa e socialização

Alguns restaurantes são mais voltados para socialização, onde as pessoas frequentam para assistir jogos ou fazer happy hour. Neste caso, a trilha sonora deve apenas completar com um som ambiente, como acústicos de violão e piano – mas sem ser muito clássico.

3 – Incentivar compras por impulso

Se o objetivo é incentivar compras por impulso, a melhor opção é tocar uma música agitada, como axé, sertanejo ou mesmo música eletrônica. O ritmo e volume deve ser intenso o suficiente para causar um efeito nos consumidores, mas sempre controlado para não se tornar insuportável.

4 – Incentivar consumo de produtos específicos

Alguns estudos provaram que clientes de restaurantes estão mais propícios a consumirem vinhos franceses quando a trilha sonora também é francesa. Se você deseja estimular o consumo de massas em seu restaurantes, por exemplo, tocar uma música italiana pode ser uma boa opção.

5 – Incentivar agito e animação

Esta é fácil: quanto mais animada for a música, maior será o agito das pessoas dentro do ambiente. O único cuidado é, antes de escolher o estilo de música, conhecer bem os gostos do seu público-alvo. Afinal, se as pessoas não gostarem de rock, tocar heavy metal pode ter o efeito contrário.

Atenção ao volume!

Um erro bastante comum ao usar trilhas sonoras é acreditar que, quanto maior for o volume, maior será o alcance dos sons. Isso é ruim porque, geralmente, as pessoas mais próximas das caixas de sons irão sofrer com o som alto e, muito provavelmente, deixar o bar ou restaurante o mais rápido possível.

Por isso, o ideal é sempre posicionar várias caixas de sons em pontos estratégicos do ambiente, com volume moderado. Dessa forma o som chega para todos os clientes de forma harmoniosa.

Perguntas comuns sobre o uso de trilha sonora

Por se tratar de um tema relativamente novo no Brasil – o que é ótimo para você que deseja se diferenciar dos concorrentes, selecionamos as 4 principais dúvidas relacionados ao uso de trilhas sonoras em estabelecimentos de alimentação fora do lar.

1. É preciso investir em equipamentos apropriados?

Sim. O sistema de som profissional é composto por caixas, amplificadores, arandelas e equipamento de reprodução da música ambiente. Todos esses itens que ajudam a propagar o áudio com mais facilidade e devem ser instalados por técnicos especializados.

2. Posso inserir anúncios de promoção na minha trilha sonora?

Apesar de ser uma prática comum no Brasil, inserir anúncios na trilha sonora do seu estabelecimento não é recomendado. Isso porque, como já abordamos, o objetivo é moldar o comportamento dos consumidores e não divulgar anúncios – que, inclusive, podem ser considerados poluição sonora.

3. Devo me preocupar com direitos autorais das músicas que serão tocadas?

Sim. A Lei Federal 9.610/98  institui que “qualquer estabelecimento que utilize sonorização com este intuito deverá recolher direitos autorais”. O pagamento da retribuição autoral nesses casos pode ser mensal, no caso da utilização ser frequente.

4. Há empresas que tomam conta disso e criam as trilhas sonoras?

Felizmente, sim. Com o crescimento do uso de trilhas sonoras em ambientes comerciais no Brasil, atualmente existem diversas empresas que prestam o serviço de curadoria e legalização de músicas e sons. Alguns exemplos são a DMC Media, Ooxy e Radio Ibiza.

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